Fígado acebolado com jiló: de prato operário a destaque do Mercado Central de Belo Horizonte

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Fígado acebolado com jiló: de prato operário a destaque do Mercado Central de Belo Horizonte

Quem chega a Belo Horizonte logo procura experimentar seus sabores únicos e excepcionais. Mas poucos sabem sobre a história e quais foram os motivos que fizeram estas delícias se tornarem tão populares por aqui.

 

Um dos pratos mais tradicionais da culinária local é o famoso fígado de boi acebolado com jiló. Encontrado hoje em diversos restaurantes típicos e principalmente no Mercado Central, o prato que hoje conquista paladares tão diversos começou como uma das únicas opções disponíveis para os operários da região.

 

Entre os anos de 1960 e 1970, o Mercado Central era o principal abastecedor da região e por isso atraía muitas pessoas desde os primeiros horários da manhã até a noitinha. O local também guardava um abatedor em funcionamento e, por não haver nenhum outro restaurante ao redor, passou a oferecer aos trabalhadores opções baratas e nutritivas, capaz de ajudá-los a aguentar o trabalho pesado durante todo o dia e no próximo.

 

O fígado era então esta alternativa barata e saborosa, distribuída por todos os bares da região. Além disso, unido com os sabores marcantes do jiló, acabou se tornando um prato típico e importante, primeiro para os operários, depois para todos os mineiros.

 

Mas a origem do prato também está envolta em lendas e essa portanto não é a única versão para sua existência. Segundo alguns historiadores e pesquisadores do prato, os operários que frequentavam o Mercado Central já chegavam aos bares com os ingredientes em mãos. Mais uma vez, o fígado e o jiló eram, portanto, escolhidos por serem os mais baratos e fáceis de encontrar na época. Assim, solicitavam ao cozinheiro que preparasse algo saboroso unindo o jiló e o fígado ou então a carne de porco.

 

O que se sabe ao certo é que o prato inicialmente era servido somente à noite, para aplacar a fome de um dia inteiro de trabalho pesado. Os operários comiam pela rua mesmo, sentados no meio fio. Mesmo servido em pratos simples de papelão, a iguaria reforçada e saborosa logo caiu no gosto dos boêmios, que frequentavam os mesmos lugares por outros motivos.

 

Atualmente, o Mercado Central é o melhor lugar para experimentar este prato, que foi tão importante para toda a história de Belo Horizonte.

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